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Enfermeira cristã que recusou usar pronome trans tem vitória

21 DE JANEIRO DE 2026

A enfermeira Jennifer Melle teve todas as acusações disciplinares retiradas no caso envolvendo sua atuação profissional e a manifestação de convicções religiosas durante o atendimento a um paciente no sistema público de saúde do Reino Unido. A decisão foi confirmada na noite de terça-feira (20) pelo Epsom and St. Helier University Hospitals Trust, onde ela trabalhava.

O procedimento disciplinar teve início após uma reclamação registrada por um paciente atendido em maio de 2024 no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido. Durante uma ligação telefônica com um médico, Jennifer se referiu ao paciente como “senhor”, expressão comum em registros clínicos. Ao ouvir a conversa, o paciente reagiu e afirmou se identificar como mulher.

Segundo os autos do processo interno, após receber orientações médicas sobre a medicação a ser administrada antes da alta, a enfermeira explicou que, por razões de fé cristã, não poderia usar pronomes femininos, mas se dispôs a tratar o paciente pelo nome. A conduta foi interpretada pela instituição como descumprimento das diretrizes de respeito à identidade preferida do paciente.

Com 12 anos de serviço sem registros anteriores de advertência, Jennifer foi submetida a uma audiência disciplinar em outubro de 2024. Como resultado, recebeu uma advertência final por escrito, foi transferida de setor, rebaixada de função e teve restrições operacionais que afetaram sua escala de trabalho. O caso também foi encaminhado ao Conselho de Enfermagem e Obstetrícia, que a classificou como “risco potencial”.

Diante das sanções, a enfermeira ingressou com uma ação judicial contra o hospital, com apoio do Christian Legal Centre, alegando assédio, discriminação e violação da liberdade religiosa. Após a reavaliação do caso, o hospital decidiu retirar formalmente as acusações e encerrar qualquer medida disciplinar em curso.

Após a confirmação da decisão, Jennifer se manifestou publicamente, afirmando estar aliviada com o desfecho. Em declaração, disse que enfrentou um período prolongado de sofrimento emocional e profissional desde a abertura do processo e agradeceu o apoio recebido de colegas, amigos e líderes cristãos ao longo do período.

Ela também destacou que sua postura teve como base convicções pessoais profundamente arraigadas e defendeu que profissionais de saúde não sejam penalizados por agir de acordo com sua consciência religiosa, desde que mantenham o respeito no ambiente de trabalho. Segundo a enfermeira, o caso levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre exigências institucionais e direitos fundamentais.

Representantes de organizações ligadas à liberdade religiosa no Reino Unido classificaram o encerramento do processo como um precedente relevante para profissionais que enfrentam conflitos entre normas administrativas e crenças pessoais. O caso segue repercutindo no debate público sobre liberdade de consciência, diversidade de crenças e políticas internas no setor de saúde.